Cansei-me de lhe procurar, amor meu...
Cansei-me de decepção.
Da tristeza que me assalta.
Do tempo perdido, gasto em vão.
Das inúmeras tentativas, das horas, noites, perdidas.
De gastar o verbo...
Tentei, tento, à exaustão...
Não lhe encontro...
Preciso de ti e só de ti, de nada mais.
É longo, muito longo ainda o caminho...
Não sei ser sozinho... Não tenho paz.
Não sei ser sozinho! É isso... Pronto!
Mas não lhe encontro.
Procurar-te-ei enfim...
Sangue não falta à um desejo sincero... Espero.
Pois tenho uma alma... e se a tenho... é tua.
Cansei-me... Estou cansado... Sim.
Mas a busca... Continua.
L>K
sábado, março 10, 2007
sábado, março 03, 2007
Fidelidade! (?)
Quanto amor cabe em nós?
Quanto dele comporta um só coração?
Será impossível, dedicar-se há apenas um?
Será isso inconcebível... Ou não?
Cada indivíduo é único, exclusivo...magnífico.
Com suas virtudes, seus problemas e belezas
E aí vem o coração, sua sede, sua “fraqueza”...
O desejo de desvendar , destituindo-lhe a razão.
Incontrolável...
Fome de amor, mais e mais... E mais.
Apenas um...?
Impensável...!
Impensável...?
Diferente...? Seria pior...
Não existe dor!
É só amor...
Quanto mais...melhor.
L>K
Quanto dele comporta um só coração?
Será impossível, dedicar-se há apenas um?
Será isso inconcebível... Ou não?
Cada indivíduo é único, exclusivo...magnífico.
Com suas virtudes, seus problemas e belezas
E aí vem o coração, sua sede, sua “fraqueza”...
O desejo de desvendar , destituindo-lhe a razão.
Incontrolável...
Fome de amor, mais e mais... E mais.
Apenas um...?
Impensável...!
Impensável...?
Diferente...? Seria pior...
Não existe dor!
É só amor...
Quanto mais...melhor.
L>K
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
Já te disse?
Quero-te.
Quero à ti.
Te quero...
desesperada e urgentemente.
Quero-te.
Quero à ti.
Te quero agora... E para sempre.
Quero-te, como alguém na tempestade procurando abrigo.
A fuga do frio e da dor, que fustiga... enrijece o coração.
Um louco, que anseia por alguma razão.
A palidez do cinza, invejando ao ouro... O desejo de sê-lo.
Ser inteiro, não apenas meio.
Completo, sólido, de serena paixão... Amor.
Menos que isso, não.
Quero-te, e querer-te me faz melhor e me faz bem...
Enxergo a beleza que existe, desprezada pelos homens ocupados...
Coitados.
Me ocupo apenas em querer-te, preenches meu pensamento, moras em mim...
Longe, te quero muito e quando estás por perto, te quero mais... E mais.
Quero à ti... Simples assim.
Quando chegas, me alegro.
Se vais, me desespero.
Porque, não sei se já sabes .
Não me lembro se já te disse, meu amor...
O quanto que te quero.
L>K
Quero à ti.
Te quero...
desesperada e urgentemente.
Quero-te.
Quero à ti.
Te quero agora... E para sempre.
Quero-te, como alguém na tempestade procurando abrigo.
A fuga do frio e da dor, que fustiga... enrijece o coração.
Um louco, que anseia por alguma razão.
A palidez do cinza, invejando ao ouro... O desejo de sê-lo.
Ser inteiro, não apenas meio.
Completo, sólido, de serena paixão... Amor.
Menos que isso, não.
Quero-te, e querer-te me faz melhor e me faz bem...
Enxergo a beleza que existe, desprezada pelos homens ocupados...
Coitados.
Me ocupo apenas em querer-te, preenches meu pensamento, moras em mim...
Longe, te quero muito e quando estás por perto, te quero mais... E mais.
Quero à ti... Simples assim.
Quando chegas, me alegro.
Se vais, me desespero.
Porque, não sei se já sabes .
Não me lembro se já te disse, meu amor...
O quanto que te quero.
L>K
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Aos poetas.
Disse o poeta: “Toda poesia tem dor”
Quem sou eu, para contrariar a regra?
Quem sou eu para negar o óbvio... que todo poeta é, na fonte, triste?
Inegável dogma, verdade absoluta.
A tristeza é início, é labareda que deflagra poesias...
É combustível, para produção de alimento D’alma
Este são as cinzas que restam, é lenitivo...
Lhe compensam, cada lágrima rolada.
Carrega, o poeta, o fardo dos que amam e, à estes, o amor é presente...
A obsessão de compreendê-lo, a loucura de moldá-lo
A necessidade, insaciável, de tê-lo, a ousadia de dissecá-lo...
Insanidade, de julgar ser possível.
A clareza, de morrer tentando
Sim, o poeta é triste...
E agradecido, por possuir tal tristeza.
Essa visão singular faz deles únicos, mesmo que específicos...
Arautos da dor, escravos do amor.
Poetas...
Poetas... Ahhh os poetas...
Que suas palavras não parem de brotar.
Que sua magia não cesse, que suas mentes não se aquietem...
Que suas existências se propaguem, além da eternidade.
Vida longa aos poetas.
L>K
Quem sou eu, para contrariar a regra?
Quem sou eu para negar o óbvio... que todo poeta é, na fonte, triste?
Inegável dogma, verdade absoluta.
A tristeza é início, é labareda que deflagra poesias...
É combustível, para produção de alimento D’alma
Este são as cinzas que restam, é lenitivo...
Lhe compensam, cada lágrima rolada.
Carrega, o poeta, o fardo dos que amam e, à estes, o amor é presente...
A obsessão de compreendê-lo, a loucura de moldá-lo
A necessidade, insaciável, de tê-lo, a ousadia de dissecá-lo...
Insanidade, de julgar ser possível.
A clareza, de morrer tentando
Sim, o poeta é triste...
E agradecido, por possuir tal tristeza.
Essa visão singular faz deles únicos, mesmo que específicos...
Arautos da dor, escravos do amor.
Poetas...
Poetas... Ahhh os poetas...
Que suas palavras não parem de brotar.
Que sua magia não cesse, que suas mentes não se aquietem...
Que suas existências se propaguem, além da eternidade.
Vida longa aos poetas.
L>K
sexta-feira, janeiro 26, 2007
Estrago, de um pouco de solidão.
É noite, faz calor.
E, só em meu quarto, não sou mais da metade do que um dia fui.
Sou mais inteiro do que quando era maior.
Mais forte, do que quando pensava o contrário... Que era forte (E não era).
Mais sábio e democrático...
Às vezes enigmático... Até mesmo pra mim.
Mas, nunca, menos trágico, menos aborrecido... Menos triste.
Menos eu... De sempre.
Observo pela janela, a chuva que começa a cair...
Ao contrario do que acontece com a maioria, ela alegra meu coração.
Amo-a, efêmera companheira fulgaz...
Como vens do nada, desaba, altera as coisas... E vai.
Tristes, são teu destino e teu fim.
Me fazem amar-te, mais e mais.
Minhas únicas companhias...
A cerveja, o barulho da chuva, cigarros e um violão calado.
Ainda assim, penso...
- Quarto apertado.
E a fúria crescente...
E o amor sucumbindo.
E pensamentos disformes e palavras nascendo, em ritmo alucinado.
Não há de ser nada... Besteira.
É só uma sexta-feira...
E eu... Estou só.
L>K
E, só em meu quarto, não sou mais da metade do que um dia fui.
Sou mais inteiro do que quando era maior.
Mais forte, do que quando pensava o contrário... Que era forte (E não era).
Mais sábio e democrático...
Às vezes enigmático... Até mesmo pra mim.
Mas, nunca, menos trágico, menos aborrecido... Menos triste.
Menos eu... De sempre.
Observo pela janela, a chuva que começa a cair...
Ao contrario do que acontece com a maioria, ela alegra meu coração.
Amo-a, efêmera companheira fulgaz...
Como vens do nada, desaba, altera as coisas... E vai.
Tristes, são teu destino e teu fim.
Me fazem amar-te, mais e mais.
Minhas únicas companhias...
A cerveja, o barulho da chuva, cigarros e um violão calado.
Ainda assim, penso...
- Quarto apertado.
E a fúria crescente...
E o amor sucumbindo.
E pensamentos disformes e palavras nascendo, em ritmo alucinado.
Não há de ser nada... Besteira.
É só uma sexta-feira...
E eu... Estou só.
L>K
sexta-feira, janeiro 19, 2007
Busca
Temos...
Tenho...
Tudo.
Quase tudo...
Somos felizes, inteiros...
Sólidos, amáveis...
Respeitáveis
?
Saúde... Ahh, saúde!
Física e mental...
Cérebros turbinados, trabalhando, trabalhando...
À todo vapor!
-Em frente! Sempre! Não negligenciam ao serviço
Pensam mais do que deviam.
Quem é “burro” sofre menos....
Não é isso?
Olhos que enxergam as coisas...
Vêem, miram pessoas, passam no tempo.
Vagam, perdidos, na escuridão de seu mundo... Tristes.
Acolhem imagens, as guardam e amam, as detestam... Compreendem.
Olhos diferentes...
Olhos meus...
Meus olhos.
Um coração... Estúpido coração...
Que pulsa, pulsa, que sente.
Sempre...
Velho amigo...
Sempre.
Amor! Mais do que é preciso...
Mais do que posso dar conta, do que posso suportar...
Não cabe, não dá, um oceano em uma banheira.
Infinito... Infinito!
Mas isso, já é besteira.
É isso...
Dentre mortos e feridos, todos se salvaram...
Todos voltaram às suas casas, para o beijo esperado e merecido...
Para o prato de sopa.
Tudo está bem... Sim, bem.
Reclamar... De quê?
O porquinho enganou ao lobo, o time ta ganhando... Perfeito!
O bolo cresceu!
O escravo escapou do açoite...
Pelo que, então, procuro?
Por que não durmo?
Oque procuro... nas noites?
L>K
Tenho...
Tudo.
Quase tudo...
Somos felizes, inteiros...
Sólidos, amáveis...
Respeitáveis
?
Saúde... Ahh, saúde!
Física e mental...
Cérebros turbinados, trabalhando, trabalhando...
À todo vapor!
-Em frente! Sempre! Não negligenciam ao serviço
Pensam mais do que deviam.
Quem é “burro” sofre menos....
Não é isso?
Olhos que enxergam as coisas...
Vêem, miram pessoas, passam no tempo.
Vagam, perdidos, na escuridão de seu mundo... Tristes.
Acolhem imagens, as guardam e amam, as detestam... Compreendem.
Olhos diferentes...
Olhos meus...
Meus olhos.
Um coração... Estúpido coração...
Que pulsa, pulsa, que sente.
Sempre...
Velho amigo...
Sempre.
Amor! Mais do que é preciso...
Mais do que posso dar conta, do que posso suportar...
Não cabe, não dá, um oceano em uma banheira.
Infinito... Infinito!
Mas isso, já é besteira.
É isso...
Dentre mortos e feridos, todos se salvaram...
Todos voltaram às suas casas, para o beijo esperado e merecido...
Para o prato de sopa.
Tudo está bem... Sim, bem.
Reclamar... De quê?
O porquinho enganou ao lobo, o time ta ganhando... Perfeito!
O bolo cresceu!
O escravo escapou do açoite...
Pelo que, então, procuro?
Por que não durmo?
Oque procuro... nas noites?
L>K
sexta-feira, dezembro 22, 2006
O ébrio e a rosa.
Por um momento, não entendia o que se passava.
Por segundos, que pareceram uma eternidade.
Seu corpo dançava, cercado de calor e risadas
Sua alma planava e seus risos cortavam o ar pesado.
Tudo era simples, simples como um final de tarde
Felicidade... Era isso, o que no momento ele tinha.
Seus pensamentos, desconexos, à ele eram lúcidos
Seus sentimentos, dispersos, estavam focados.
Ele tinha se achado... E estava ali, perdido.
Em meio à tantas antíteses...
Ao redemoinho de sensações contrárias... À loucura reinante
Surge a rosa, triunfante...
E era óbvia, vermelha... E era bela.
E tudo, então, voltou-se à ela.
Ele a segurava... E nada mais importava.
Desejou possuí-la, desejou preenche-la.
Queria morar nela, estar em seu coração...
Pois ela era tão bela, perfeita, singela.
E complexa, como coisas assim normalmente o são.
O ébrio mordeu a rosa.
A rosa mordeu o ébrio.
Não sabia-se mais, quem mordeu quem.
Ele, agora, pertencia à ela...
E ela, era dele também.
Por segundos, que pareceram uma eternidade...
Divagou sobre a poesia das coisas, até que enfim...
A realidade atingiu-lhe a fronte, em um terremoto.
Olhou para a rosa, beijou-lhe a face, guardou-a em seu coração
E lembrou-se do copo.
L>K
Por segundos, que pareceram uma eternidade.
Seu corpo dançava, cercado de calor e risadas
Sua alma planava e seus risos cortavam o ar pesado.
Tudo era simples, simples como um final de tarde
Felicidade... Era isso, o que no momento ele tinha.
Seus pensamentos, desconexos, à ele eram lúcidos
Seus sentimentos, dispersos, estavam focados.
Ele tinha se achado... E estava ali, perdido.
Em meio à tantas antíteses...
Ao redemoinho de sensações contrárias... À loucura reinante
Surge a rosa, triunfante...
E era óbvia, vermelha... E era bela.
E tudo, então, voltou-se à ela.
Ele a segurava... E nada mais importava.
Desejou possuí-la, desejou preenche-la.
Queria morar nela, estar em seu coração...
Pois ela era tão bela, perfeita, singela.
E complexa, como coisas assim normalmente o são.
O ébrio mordeu a rosa.
A rosa mordeu o ébrio.
Não sabia-se mais, quem mordeu quem.
Ele, agora, pertencia à ela...
E ela, era dele também.
Por segundos, que pareceram uma eternidade...
Divagou sobre a poesia das coisas, até que enfim...
A realidade atingiu-lhe a fronte, em um terremoto.
Olhou para a rosa, beijou-lhe a face, guardou-a em seu coração
E lembrou-se do copo.
L>K
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