terça-feira, abril 15, 2008

Antítese.

Tudo na vida é passageiro.
A própria realidade é ilusória e efêmera...
Não existem verdades absolutas, nada é verdadeiro.
A sociedade é sazonal e mutável... é temporária.
As pessoas mudam, milhões de vezes, até seu momento derradeiro.

O corpo envelhece, a mente cresce.
A importância dada a todas as coisas muda.
Os valores se alteram, idéias surgem e morrem.
Os brinquedos mudam de tamanho e de preço.
É este o caminho natural dos homens.

Pois quanto ao amor, afirmo que nada se aprende.
Este é matéria para estudos infindáveis.
Este é o enigma insolúvel, intrigante e garboso.
Teorema absurdo, eterno problema...
Maravilhoso.

Maravilhoso, sim, já que ele é verdadeiro motivo de tudo o que se faz, pois dele emana todo e qualquer ordinário ato humano.
Ele contém as respostas e as perguntas, que convivem juntas.
Ele é o senhor dos acertos, das coisas boas, como também dos enganos.

Antítese perfeita, pura dualidade.
O preto e o branco, a cegueira e a visão, o céu e o inferno.
Dia e noite, guerra e paz, vida e morte...
Mentira ou realidade.
Findável... Eterno.
É o algoz e o médico, é o mal e a cura.
Daquelas poesias perfeitas, irretocáveis, que aquecem o coração.
Quando não é a noticia ruim, que é ouvida em um domingo de paz.
Quando não é uma chuva fria, que cai em pleno verão.

No amor, encontra-se sentido para estar vivo bem como vontade de deixar de viver.
É ópio viciante, que euforiza ou transtorna, mas que nos move adiante.
O amor é alivio quando não é a própria dor.
Mil faces ele tem, que se alteram em uma velocidade estonteante.

Alivio...quando não a própria dor.
Por vezes ele é ódio... não deixando de ser...
Amor.

Não existem palavras perfeitas para defini-lo.
A palavra é escrava dos homens e se resumem, aos destes, pensamentos.
O amor é de quem não vemos, seres intangíveis, feitos de sonho.
Que vagam à esmo, anjos, e que com um lamento...
Se matam de amor (pois de amor se morre) quando nos beijam.

Não há vergonha em assumir-se um leigo neste assunto.
E a beleza da coisa toda, está mesmo em não saber.
Quem passou tantos carnavais, e que dele apanha, e que dele não larga.
Sempre tentará compreendê-lo, insistente, ad eternum...
Até morrer.

Se um dia alguém lhe disser que domina suas nuances.
Que olhou em seus olhos, tocou sua alma, desvendou-o sem medo.
O destrinchou completamente, o esquadrinhou...
Lhe afirmar que conhece todos os seus segredos.
Se não for mentira, faça-o calar, ou corra, não ouça...
Pois não há graça, nem propósito nenhum, em sabê-lo.

Antítese!


L>K

sexta-feira, março 21, 2008

Você.

Você é linda, linda, como a maior e mais brilhante estrela.
E ainda mais lindo, é teu sorriso, e tudo o que sonhas.
E todo esse seu amor, que me encanta, e a tua fria tristeza...
Que me fere sem dó, que me preocupa...
E me apaixona.

Você é mais, muito mais, do que consegues ver.
E serás grande, bem maior, do que eu posso prever.
O mundo será seu, e tudo o que dele desejares, toda a poesia...
Todo amor que existir e, todo ele, sempre será pouco... Pra você.

Tenha a paciência necessária, viva a vida, um dia de cada vez.
Não se afobe, nem desespere, não chore, não há por quê...
Te disse... Todo amor que existir, será só teu...
E essa pálida tristeza... menina dos olhos de amêndoa...
Como eu gostaria de tirá-la de você.


L>K

quarta-feira, março 19, 2008

É assim.

Te disse:
- Não percamos tempo, a vida é curta.
Inobstante, tenha dito logo antes:
- Não há pressa, nós temos todo o tempo.
É assim, pois confundes meus pensamentos.
É assim, e não poderia ser diferente...

É assim, pois saibas que nem te quero.
E, não te querendo, te quero...
urgentemente.

Disse pra mim:
- Vá, seu tapado, enrolar-se com o amor de novo.
E tinha pensado, um pouco antes:
- Desse mal, juro que nunca mais sofrerei.
Mas é assim, pois meu coração é meu rei.
É assim, e assim ele me leva, a esmo...

É assim por que, acredite-me, nunca te amarei.
E, não te amando, te amo mais do que a mim mesmo.

É assim que essas coisas acontecem.
Inexplicáveis, mas é assim que elas são.
Não me perguntem, eu não tenho nada com isso.
Talvez o saiba (mas não explica), o incauto coração.


L>K

quinta-feira, março 13, 2008

Manifesto do amor rasgado.

Agora, penso em você aí sozinha
Penso também que gostaria, eu, de estar aí.
Te dizer algumas palavras doces, dar voz ao meu amor calado.
Queria te decifrar o rosto cansado.
Queria ver um sorriso teu se abrir.

Você não sabe, nem poderia, e eu sei bem que não sabes
O tanto que eu gosto (e não é pouco), um bocado, de ti.
O tanto de amor que lhe é reservado.
Uma parte, minha, que lhe pertence.
E um tanto, do que é só teu, que habita em mim.

Sob as condições da realidade impostas pela vida, não havia escolha.
Não poderia nunca ter lhe dito estas coisas, quando tive a chance.
Mas não há de ser nada. A vida é imprevisível e longa... é mágica.
Sigamos então, firmes... adiante.

Registro aqui tais verdades, neste manifesto de amor rasgado, ao deus dará.
Pois eu nem sei, o pobre louco, apaixonado...
Se você o lerá.


L>K

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Amores possíveis.

Tão estranho é o coração do homem
Subjetivo e vago, um inconseqüente, um inconstante eterno
Que os que vivem de acordo com este, invariavelmente estão perdidos
No entanto este amigo da onça não o faz por mal, quer o seu bem
E costumam ser sinceros... E não pressentem o perigo.

Levam seus donos, pelas mãos, por caminhos obscuros
Atrás de uma luz que se vislumbra no fim de um túnel escuro e frio
E, não raro, sua mão quente e esperançosa se desgarra
Deixando o pobre estúpido ali, sem saber como agir.
Sozinho, na escuridão agora total, só lhe resta seguir... sem saber aonde ir.

O fato é que este mesmo traidor é quem lhe salva dessa situação
Pois em um dia, que certamente não esperas, mergulhado no frio e na absoluta solidão
Surgirá novamente a tal luz diante de seus olhos e um calor que lhe envolve totalmente
E a mesma mão esperançosa toma a sua com carinho...
E a mesma voz imperiosa lhe diz –Recomece... Vá em frente!

Não fujam destarte, meus amigos, desse nobre trapalhão...
Não evitem seus desastrosos palpites, suas escolhas duvidosas.
Toda essa sua confusão.
Vivam seus amores possíveis, chorem e sorriam, quantas vezes forem necessárias
Tudo é tão efêmero... É só uma vida para errar e acertar.
Pequem sempre pelo exagero, nunca pela omissão.

Quando a razão lhe disser, com toda a força – Não faça... Dará errado no fim.
Faça!
Não há tempo a perder... E é como deve ser
Simples assim.

L>K

sábado, novembro 24, 2007

Nascer do sol em uma padaria.

O que vejo em ti
Além de todo amor que carregas...
É o pesar de uma vida dificil...
É a pressão... o cansaço.
Uma vida dificil...
Ainda que invejada seja.

O que vejo em ti
Além de todo o amor que carregas...
É a falta de um tempo que não volta.
É a tolerância a solidão...
É o saber ganhar a “aposta”
É a força inquestionável que tens
Vejo, e todos vêem, que deu a resposta.

O que vejo em ti
Além de todo amor que carregas...
É esse seu sorriso seguro.
Franco...certeiro..
As vezes... zombeteiro..
Cativante...
E perfeito.

Vejo teus olhos diretos, únicos.
Olhos que encaram sem temer...
Lindos.
Olhos de cobra, que mudam de cor...
Ainda que tu pareças não saber.

O que vejo, afinal
É esse amor todo que carregas em ti...
E descobri, tarde talvez, pois só agora a conheci...
Que o quero pra mim.


L>K

quinta-feira, novembro 22, 2007

Musa.

Quando a vi, pela primeira vez...Pensei, não sei, um pouco de tudo, contudo...
Nada, absolutamente, relacionado ao que essencialmente és...
Uma menina adorável, dentro de uma linda mulher.

Sua serenidade me encanta, minha tristeza espanta.
Irradia alegria, um sorriso é você, um poema, sim, é isso que és...
Tua beleza, inata, prende meus pensamentos na mesma proporção...
Que o amor que vislumbro em seus olhos, que em ti não cabe, me arrebata o coração.

Penso: “A vida é dura, mas como é bela e como é boa”...
E como tudo vale a pena demais...
Pois aqui, no começo de todas as coisas, sinto-me feliz em conhecê-la.
Menina-mulher-amor, pura força, minha musa...
Estrela.

Escrevo-lhe estes versos despreocupados almejando seu sorriso.
Quero vê-lo sempre aberto, dominante, infinitamente lindo.
Grande, branco, pois assim que a compreendo, poço de alegria sem fim, e em mim...
Terás sempre um apaixonado, encantado, por ti...
Musa.


L>K